Ele tem um background musical muito respeitado na cena e já conta mais de 15 anos desde que começou a se dedicar à música. O DJ André Luiz cederá um pouco de sua experiência aos interessados em E-music no curso Discotecagem Básica, que terá início dia 05 de dezembro na unidade Barra. (Clique aqui, confira a ementa e faça a sua inscrição.)
Atual 14º colocado no ranking da DJ Sound, uma das principais publicações de música eletrônica do país, André Luiz concorre em três categorias no “DJ Sound Award 2011”: Progressive house, Cena Rio de Janeiro e Revelação Rio. Ele se destaca principalmente na maneira de mixar, e é considerado um dos DJs mais performáticos do segmento.
Essa performance foi levada a diversos campeonatos. O DJ já conquistou um vice-campeonato carioca e um campeonato patrocinado pela Numark, em Sao Paulo. Atualmente ele assina a coluna de música eletrônica “Rio Acontece” no portal DJ Sound.
Conversamos com o DJ André Luiz e descobrimos as particularidades de um dos responsáveis pela afirmação da música eletrônica no cenário carioca. Ele falou sobre o princípio de sua carreira, a importância do networking na profissão e relembrou algumas de suas apresentações inesquecíveis.
Blog IATEC: Soube que você tem formação em biologia, chegou a exercer a profissão?
DJ André Luiz: Exato, sou formado pela Veiga de Almeida, mas não consegui exercer ainda a profissão. Quem sabe no futuro? Mas mesmo não exercendo o trabalho profissionalmente tento sempre estar envolvido em questões ambientais que agreguem música e meio ambiente.
Conseguiu unir as duas atividades em algum momento?
O único momento em que as duas carreiras andaram juntas foi na faculdade, e era muito difícil conciliar. Muitas vezes eu chegava de uma balada e ia direto para as aulas, chegava sempre com uma lata de energético para conseguir assistir as aulas, era muito desgastante!
Com a conclusão da faculdade e meu amadurecimento na profissão de DJ, cheguei a conclusão que era impossível desenvolver bem uma das duas áreas sem total dedicação. Então optei sem a menor dúvida por seguir a carreira de DJ, e hoje vejo que tomei a decisão certa.
Como foi o princípio de sua carreira como DJ?
Tudo aconteceu de maneira muito inusitada, eu sempre curti música, mas desconhecia o trabalho do DJ. Um amigo tinha um tio que era DJ, e propôs a parceria, de montar uma equipe de som. Como eu tinha acabado de ser demitido, estava com uma grana guardada da rescisão e pude entrar no negócio.
O começo foi bem amador, eu realmente não tinha a menor noção de como o meio funcionava. Minhas pernas travaram na primeira “mixagem”, deixei a música acabar e não consegui dar o play de tão nervoso que fiquei. Lembro disso e dou minhas risadas, eu tive seis minutos para trocar de música e não consegui.
Passada a fase dos eventos, comecei a despertar interesse na cena dos clubinhos, e fui para a rua pesquisar a história dos DJs desse segmento. No centro do Rio consegui minha primeira residência num Happy Hour super clássico. Foi uma escola, posso dizer que toda a minha base como Dj adiquiri nesse happy hour, que começou num formato para 100 pessoas, e terminou recebendo 1500.
Outro ponto que considero primordial foi aceitar o convite para ser residente de um super club em São Paulo. Nesse período fui apresentado à música eletrônica, até então eu tocava de tudo, isso foi em 2001. Tive acesso a profissionais respeitados como Irai Campos, Ricardo Guedes, Vadão, Gregão, Celsinho Double.C, Marky, Mau Mau, e muitos outros que foram essenciais para a formação do meu background musical.
Nesses 15 anos de carreira, qual (ou quais) apresentação foi mais marcante?
Sem dúvidas existem dois eventos que nunca vou esquecer: a Rio Parade em 2003, evento que considero divisor de águas da E-Music no Rio de Janeiro e o after do Chemical Music Festival na The Week. Esse com uma cena muito curiosa, pois toquei em parceria com meu partner Pablo Salles num back2back onde estávamos escalados pra pista secundária. Quando começamos a tocar não tinha nenhuma pessoa, estávamos abrindo aquela pista, e a pista principal já estava rolando e estava lotada com um público de 1500 pessoas. Em 30 minutos de set, vi as 1500 pessoas migrarem para a nossa pista, obrigando o club a fechar a pista principal, pois não sobrou nenhuma pessoa por lá. Foi memorável!
“Em 30 minutos de set, vi as 1500 pessoas migrarem para a nossa pista, obrigando o club a fechar a pista principal, pois não sobrou nenhuma pessoa por lá.”
Onde tem residência atualmente?
Sou um dos residentes da marca Rio Music Parade (maior parada de música eletrônica da América Latina), do Club La Passion, onde tenho residência mensal, e no Café Del Mar Copacabana onde minha residência é quinzenal.
Está envolvido em quais outros projetos?
Estou 100% envolvido no projeto da Rio Music Parade, onde ajudo nas questões comerciais e também sou colunista da magazine DJ Sound que é pioneira no meio, além de eu prestar assessoria artísticas para alguns clubs.
Você é muito presente na internet, e inclusive disponibiliza seus sets online. Já teve algum transtorno por isso (alguém tomar a autoria do seu trabalho, por exemplo)? Quais as vantagens de investir na divulgação online?
Essa é uma questão fundamental, passarei aos alunos do curso com detalhes a importância do networking na carreira do DJ. Há alguns anos um artista para formar opinião, ou acontecer no mercado, usava ferramentas como rádio e TV para divulgação. Hoje os caminhos mudaram e a internet atinge o público que você foca com muito mais agilidade. Eu não só posto os sets como faço eles chegarem nas mãos das pessoas certas, esse é um trabalho indispensável, você perde gig se não for um artista on line. Meu manager e eu fechamos 80% dos meus trabalhos pela internet.
Na questão dos sets serem usados indevidamente, não me preocupo muito, pois cada pista é uma pista, nem sempre o set que coloquei no ar daquele ambiente, necessariamente vai funcionar em outros lugares. O set tem muito do pessoal, eu posso pegar as mesmas músicas que eu toco e dar na mão de outro DJ que a história vai ser diferente. A forma como você toca as músicas, de como as mixa e a energia que você transmite as tocando, é que considero essencial.
Quais são as qualidades que um DJ precisa ter para fazer sucesso no Brasil?
Perseverança, Humildade, Carisma, Personalidade, Originalidade, Feeling e musicalidade apurada, o famoso bom gosto musical. A fórmula é simples, mas muito difícil de ficar em sintonia, quem consegue essa aliança, sem dúvidas tem seu lugar ao Sol.
Quais técnicas ele precisa dominar?
A técnica de manipulação do sentimento das pessoas, se você consegue fazer uma pista sorrir você encaminhou mais de 50%. Agora falando parte técnica mesmo, saber virar bem é fundamental, se não tem o domínio de uma mixagem, volte para a primeira casa! Eu sei que existem estilos em que a técnica é dispensável, mas esse DJ tem que dominá-la mesmo que não a use.
O que os interessados podem esperar do curso de Discotecagem no IATEC?
Vou passar a importância das etapas da carreira de um DJ e como pular essas fases pode comprometer todo um projeto. Passar todas as técnicas de mixagem passo a passo, mostrando como sair de algumas situações inusitadas. Dar o direcionamento correto para o foco de cada aluno, mostrando cada experiência vivida nesses mais de 15 anos no dancefloor. Passar ao aluno a importância do conceito de onde viemos e onde podemos chegar. Não tem como você fazer história se você desconhece o passado.
Acompanhe as atividades do DJ André Luiz nas redes:
http://www.myspace.com/djandreluiz
http://www.facebook.com/djandreluiz
http://www.twitter.com/andreluizdj
Ele tem um background musical muito respeitado na cena e já conta mais de 15 anos desde que começou a se dedicar à música. O DJ André Luiz cederá um pouco de sua experiência aos interessados em E-music no curso Discotecagem Básica, que terá início dia 05 de dezembro na unidade Barra. (Clique aqui, confira a ementa e faça a sua inscrição.)
Atual 14º colocado no ranking da DJ Sound, uma das principais publicações de música eletrônica do país, André Luiz concorre em três categorias no “DJ Sound Award 2011”: Progressive house, Cena Rio de Janeiro e Revelação Rio. Ele se destaca principalmente na maneira de mixar, e é considerado um dos DJs mais performáticos do segmento.
Essa performance foi levada a diversos campeonatos. O DJ já conquistou um vice-campeonato carioca e o 5° lugar do DMC Brasil, um dos torneios mais importantes do mundo. Atualmente ele assina a coluna de música eletrônica “Rio Acontece” no portal DJ Sound e apresenta alguns programas de rádio, nas emissoras Jovem Pan, Transamérica e FM O Dia.
Conversamos com o DJ André Luiz e descobrimos as particularidades de um dos responsáveis pela afirmação da música eletrônica no cenário carioca. Ele falou sobre o princípio de sua carreira, a importância do networking na profissão e relembrou algumas de suas apresentações inesquecíveis.
Blog IATEC: Soube que você tem formação em biologia, chegou a exercer a profissão?
DJ André Luiz: Exato, sou formado pela Veiga de Almeida, mas não consegui exercer ainda a profissão. Quem sabe no futuro? Mas mesmo não exercendo o trabalho profissionalmente tento sempre estar envolvido em questões ambientais que agreguem música e meio ambiente.
Blog IATEC: Conseguiu unir as duas atividades em algum momento?
DJ André Luiz: O único momento em que as duas carreiras andaram juntas foi na faculdade, e era muito difícil conciliar. Muitas vezes eu chegava de uma balada e ia direto para as aulas, chegava sempre com uma lata de energético para conseguir assistir as aulas, era muito desgastante!
Com a conclusão da faculdade e meu amadurecimento na profissão de DJ, cheguei a conclusão que era impossível desenvolver bem uma das duas áreas sem total dedicação. Então optei sem a menor dúvida por seguir a carreira de DJ, e hoje vejo que tomei a decisão certa.
Blog IATEC: Como foi o princípio de sua carreira como DJ?
DJ André Luiz: Tudo aconteceu de maneira muito inusitada, eu sempre curti música, mas desconhecia o trabalho do DJ. Um amigo tinha um tio que era DJ, e propôs a parceria, de montar uma equipe de som. Como eu tinha acabado de ser demitido, estava com uma grana guardada da rescisão e pude entrar no negócio.
O começo foi bem amador, eu realmente não tinha a menor noção de como o meio funcionava. Minhas pernas travaram na primeira “mixagem”, deixei a música acabar e não consegui dar o play de tão nervoso que fiquei. Lembro disso e dou minhas risadas, eu tive seis minutos para trocar de música e não consegui.
Passada a fase dos eventos, comecei a despertar interesse na cena dos clubinhos, e fui para a rua pesquisar a história dos DJs desse segmento. No centro do Rio consegui minha primeira residência num Happy Hour super clássico. Foi uma escola, posso dizer que toda a minha base como Dj adiquiri nesse happy hour, que começou num formato para 100 pessoas, e terminou recebendo 1500.
Outro ponto que considero primordial foi aceitar o convite para ser residente de um super club em São Paulo. Nesse período fui apresentado à música eletrônica, até então eu tocava de tudo, isso foi em 2001. Tive acesso a profissionais respeitados como Irai Campos, Ricardo Guedes, Vadão, Gregão, Celsinho Double.C, Marky, Mau Mau, e muitos outros que foram essenciais para a formação do meu background musical.
Blog IATEC: Nesses 15 anos de carreira, qual (ou quais) apresentação foi mais marcante?
DJ André Luiz: Sem dúvidas existem dois eventos que nunca vou esquecer: a Rio Parade em 2003, evento que considero divisor de águas da E-Music no Rio de Janeiro e o after do Chemical Music Festival na The Week. Esse com uma cena muito curiosa, pois toquei em parceria com meu partner Pablo Salles num back2back onde estávamos escalados pra pista secundária. Quando começamos a tocar não tinha nenhuma pessoa, estávamos abrindo aquela pista, e a pista principal já estava rolando e estava lotada com um público de 1500 pessoas. Em 30 minutos de set, vi as 1500 pessoas migrarem para a nossa pista, obrigando o club a fechar a pista principal, pois não sobrou nenhuma pessoa por lá. Foi memorável!
“Em 30 minutos de set, vi as 1500 pessoas migrarem para a nossa pista, obrigando o club a fechar a pista principal, pois não sobrou nenhuma pessoa por lá.”
Blog IATEC: Onde tem residência atualmente?
DJ André Luiz: Sou um dos residentes da marca Rio Music Parade (maior parada de música eletrônica da América Latina), do Club La Passion, onde tenho residência mensal, e no Café Del Mar Copacabana onde minha residência é quinzenal.
Blog IATEC: Está envolvido em quais outros projetos?
DJ André Luiz: Estou 100% envolvido no projeto da Rio Music Parade, onde ajudo nas questões comerciais e também sou colunista da magazine DJ Sound que é pioneira no meio, além de eu prestar assessoria artísticas para alguns clubs.
Blog IATEC: Você é muito presente na internet, e inclusive disponibiliza seus sets online. Já teve algum transtorno por isso (alguém tomar a autoria do seu trabalho, por exemplo)? Quais as vantagens de investir na divulgação online?
DJ André Luiz: Essa é uma questão fundamental, passarei aos alunos do curso com detalhes a importância do networking na carreira do DJ. Há alguns anos um artista para formar opinião, ou acontecer no mercado, usava ferramentas como rádio e TV para divulgação. Hoje os caminhos mudaram e a internet atinge o público que você foca com muito mais agilidade. Eu não só posto os sets como faço eles chegarem nas mãos das pessoas certas, esse é um trabalho indispensável, você perde gig se não for um artista on line. Meu manager e eu fechamos 80% dos meus trabalhos pela internet.
Na questão dos sets serem usados indevidamente, não me preocupo muito, pois cada pista é uma pista, nem sempre o set que coloquei no ar daquele ambiente, necessariamente vai funcionar em outros lugares. O set tem muito do pessoal, eu posso pegar as mesmas músicas que eu toco e dar na mão de outro DJ que a história vai ser diferente. A forma como você toca as músicas, de como as mixa e a energia que você transmite as tocando, é que considero essencial.
Blog IATEC: Quais são as qualidades que um DJ precisa ter para fazer sucesso no Brasil?
DJ André Luiz: Perseverança, Humildade, Carisma, Personalidade, Originalidade, Feeling e musicalidade apurada, o famoso bom gosto musical. A fórmula é simples, mas muito difícil de ficar em sintonia, quem consegue essa aliança, sem dúvidas tem seu lugar ao Sol.
Blog IATEC: Quais técnicas ele precisa dominar?
DJ André Luiz: A técnica de manipulação do sentimento das pessoas, se você consegue fazer uma pista sorrir você encaminhou mais de 50%. Agora falando parte técnica mesmo, saber virar bem é fundamental, se não tem o domínio de uma mixagem, volte para a primeira casa! Eu sei que existem estilos em que a técnica é dispensável, mas esse DJ tem que dominá-la mesmo que não a use.
Blog IATEC: O que os interessados podem esperar do curso de Discotecagem no IATEC?
DJ André Luiz: Vou passar a importância das etapas da carreira de um DJ e como pular essas fases pode comprometer todo um projeto. Passar todas as técnicas de mixagem passo a passo, mostrando como sair de algumas situações inusitadas. Dar o direcionamento correto para o foco de cada aluno, mostrando cada experiência vivida nesses mais de 15 anos no dancefloor. Passar ao aluno a importância do conceito de onde viemos e onde podemos chegar. Não tem como você fazer história se você desconhece o passado.









Adorei a entrevista e jurava que o um dos meus Djs preferidos aqui do Rio era Biólogo, jurava que era da área de Exatas, rsrsrs. Conheço o trabalho deste profissional há uns 10 anos, simplesmente espetacular! Sucesso André Luiz, parabéns!
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[...] na maneira de mixar, e é considerado um dos DJs mais performáticos do segmento. Confira entrevista exclusiva com André Luiz para o blog do IATEC e saiba mais sobre sua [...]